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A SORTE AJUDA A MENTE PREPARADA

Artigo publicado no jornal A TRIBUNA, 14/11/2025

A SORTE AJUDA A MENTE PREPARADA

            Louis Pasteur (1822-1895), químico e bacteriologista francês nos deixou a técnica da pasteurização, a vacina contra a hidrofobia ou “raiva”, além de diversos ensinamentos disponíveis na Internet, dentre eles, a necessidade de se manter a mente preparada para enfrentar os percalços da vida cotidiana.

            Para se manter a mente preparada, nada melhor que o teclado de um microcomputador, por meio do qual podemos expressar os pensamentos, bons e ruins, que povoam a nossa mente. Um destes bons pensamentos nos leva a contar uma “história” que ocorreu de forma similar com muitas famílias a partir final da década de 1930, quando Getúlio Vargas mandou queimar os cafezais de vários estados, visando concentrar a produção no Estado de São Paulo para exportação pelo Porto de Santos. Este percalço permitiu que muitas famílias produtoras de café realizassem uma singular migração interna, substituindo assim a imigração de italianos, alemães e japoneses, por razões óbvias que antecederam ao início da 2ª. Guerra Mundial. Neste contexto, minha mãe, viúva com três filhos menores, resolveu sair do interior do Estado do Espírito Santo, abandonando uma fazenda de café, e realizar de uma viagem de trem – Vitória a Minas, Leopoldina e Central do Brasil –, hoje quase impossível, por conta da substituição dos trens por outros meios de transporte terrestre.

            Chegou a minha vez de prestar o serviço militar obrigatório, por sorte, fui servir como soldado na Escola Preparatória de Cadetes, e, por ter a mente preparada, prestei o concurso público e prossegui por trinta e cinco anos no Exército, alcançando o posto maior de oficial combatente de Artilharia.

            Tomei a liberdade de contar esta “história” após a leitura de um artigo escrito por um dos meus melhores amigos – José Geraldo Gomes Barbosa – na TRIBUNA LIVRE do jornal A TRIBUNA, de 8 de novembro p.p., sobre a caça ao caranguejo. Creio que assuntos desta natureza, expondo “experiências de vida”, possam ter interesse maior que simples colocações pessoais sobre problemas alheios. Permitam-me parabenizar o jornal que assino há quase meio século pela iniciativa de prestigiar os seus leitores.

Elcio Rogerio Secomandi

Academia Santista de Letras

Academia de História Militar Terrestre do Brasil, AMAN, Resende, RJ



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