A arte da dialética de vontades. Jornal A TRIBUNA O6/12/2025
ARTIGO PUBLICADO NO JORNAL A TRIBUNA, 06/12/2025
DIALÉTICA DE VONTADES
Trata-se de um “método de raciocínio que consiste em analisar a realidade, pondo em evidência suas contradições e buscando superá-las” (Larousse). Por exemplo, dentre as inúmeras contradições que a vida nos prepara, destacamos nosso desejo de ir para o Céu, mas não agora. Estamos, portanto, nos referindo à melhor maneira de prever e enfrentar um futuro incerto e não sabido, buscando superar vontades antagônicas que possam nos levar ao enfrentamento de possíveis ameaças ou desafios.
O general André Beaufre (1902-1975) a dialética de vontades nos leva à busca de um caminho para se atingir o ponto decisivo que se pretende alcançar e a melhor manobra a ser utilizada. Nos indica também a necessidade do emprego de três palavras chave: a Estratégia, como “a arte de fazer os meios concorrerem para atingir os objetivos da política”, a Logística, como “ciência dos movimentos e dos suprimentos de meios” e a Tática, como a “arte de empregar os meios para obter o melhor rendimento”.
Na seleção, suprimento e aplicação dos meios disponíveis para a consecução de um ou mais objetivos estabelecidos pela estratégia selecionada ocorrem diversas possibilidades relacionadas com a previsibilidade, o raciocínio rápido, a imaginação e a inspiração. Por outro lado, é preciso acionar o espírito empreendedor a fim de se poder tirar o melhor proveito da aplicação dos meios disponíveis com a aplicação dos atributos com muita audácia, conectividade, ação, conhecimento e realização, agindo com prudência, sensibilidade, audácia e habilidade.
Sun Tzu, cerca de 500 aC, assim descreve os elementos fundamentais da dialética de vontades: “a ordem ou a desordem dependem da organização; a coragem ou a covardia, da circunstância; e, a força ou a fraqueza, da disposição”. Por outras palavras: “a fronteira entre a ordem e a desordem está na Logística; entre a coragem e a covardia, na vantagem estratégica; e, entre a força e a fraqueza, na posição tática”.