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O livro digital de domínio público (capa acima) é o referencial básico de consulta.
Contém uma proposta para a produção de trabalhos acadêmicos sobre o lado belo da Arquitetura Militar Colonial, edificada ao longo do vasto perímetro do Brasil.
O livro digital completo, em três volumes encontra-se disponível no website educacional: www.secomandi.com.br
O artigo, publicado na Revista do Exército Brasileiro (2020), contém um exemplo completo sobre trabalhos acadêmicos dissertativos, expositivos e referenciais.
Colocamos à sua disposição:
I. Uma “viagem virtual” ao longo do vasto perímetro do Brasil, visitando as 19 (dezenove) fortificações coloniais indicadas para o Patrimônio Cultural da Humanidade, pela UNESCO.
II. Uma “viagem marítima” realizada , 450 anos depois (2015), por “cinco caravelas dos nossos dias”, refazendo a epopeia que resultou na fundação da cidade do Rio de Janeiro (1565).
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I. Uma “viagem virtual” pela fronteira (terrestre e marítima) do Brasil
Prof. Dr. Elcio Secomandi - Autor / Prof. Dr. Cesar Bargo Perez - Coautor
Breves fundamentos históricos sobre a estratégia de defesa da fronteira terrestre e marítima do Brasil no período colonial visualizados por meio de um breve tour virtual em três etapas.
TOUR VIRTUAL EM TRÊS ETAPAS
ETAPA 01: Oeste, Norte e parte do Nordeste até a Paraíba;
ETAPA 02: Nossa visita prossegue concentrada em Pernambuco e Bahia; e, por fim,
ETAPA 03: O Leste, Sudeste e Sul do Brasil.
Selecionamos também alguns portais que publicam temas relacionados com os estudos sobre este importante assunto histórico:
ICOMOS / Revista ICOMOS – UNESCO / Lista Indicativa do Brasil 2015
ICOFORT / Fortifications Charter - UFSC / Fortalezas.org
PORTAIS dos estados da federação, com informações e imagens que exaltam o lado belo da arquitetura militar colonial.
SÍNTESE DO PROCESSO INDICATIVO / UNESCO
https://whc.unesco.org/en/tentativelists/5997/
Esta síntese contém uma cópia reduzida da proposta brasileira enviada à UNESCO para que um “conjunto de bem seriado” concorra ao título de Patrimônio Cultural da Humanidade.
Data da apresentação: 30/01/2015
Delegação Permanente do Brasil à UNESCO
Estado, Província ou Região:
Estados de Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraíba, Amapá, Rondônia e Mato Grosso do Sul
Referência: 5997
Em 2021 o IPHAN enviou um relatório preliminar, com 432 páginas indicando estar pronto para dar prosseguimento à proposta indicativa.
Os textos que compõem este projeto educacional foram extraídos do processo indicativo acima, com a finalidade de manter a fidelidade da proposta brasileira.
•6 passos para a eternidade
• Por iniciativa do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), um “conjunto de bem seriado”, foi incluído na Lista Indicativa/2015 enviada à UNESCO para ascender ao honroso título de Patrimônio Mundial. O conjunto arquitetônico militar é composto por dezenove fortificações coloniais que permeiam o vasto perímetro do Brasil.
• Tivemos a grata satisfação de prestar um “serviço nacional relevante", sem remuneração, representando a Fundação Cultural Exército Brasileiro no Comitê Nacional criado pelo IPHAN (DOU, de 10/09/2018, pg 21) para auxiliar na elaboração do Sumário Executivo, com 646 páginas, enviado à UNESCO no dia 01/02/2021. No início de 2022, o Conselho Mundial da UNESCO emitiu um documento indicativo de exigências a cumprir, denominado “Nomination completeness check state party Brazil”. Um bom sinal sem dúvida, embora com exigências não realizadas até os dias atuais.
•As fortificações coloniais indicadas, como “conjunto de bem seriado”, possuem qualidades ímpares mundo afora e enorme “valor universal de excepcionalidade” (VUE), resultante de uma análise metodológica de seis componentes indispensáveis a serem examinados “in loco”: acessibilidade, autenticidade, sustentabilidade, finalidade, visibilidade e pertencimento. Os quatro primeiros atributos são qualificativos, ou seja, podem ser apresentados de forma incompleta, com prospectivas de ações a realizar. A “visibilidade” abrange a paisagem ambiental do entorno do bem patrimonial e o “pertencimento” refere-se ao valor simbólico que o “conjunto de bem seriado” tem para a população que vive no país que o indicou (Brasil, no caso).
•As fortificações indicadas no Estado de São Paulo – Forte de São João, 1551, Bertioga e Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande, 1584, Guarujá – cumprem perfeitamente as exigências acima, com uma ressalva de acessibilidade na Fortaleza de Santo Amaro, mas já com projeto arquitetônico elaborado pela coordenadoria regional do IPHAN/SP.
•Cumpre salientar ainda que o processo indicativo para o Patrimônio Mundial se assemelha simbolicamente à trajetória imaginária de um arco-íris em busca de um “pote de ouro” (fábula irlandesa de autor desconhecido). Este olhar simbólico sinaliza o percurso de uma longa jornada, propositalmente “longa” para viabilizar a conscientização, a consolidação e a preparação dos bens culturais a serem avaliados pelo Conselho Mundial da UNESCO. Aliás, alcançar o “pote de ouro” não é tão significativo quanto as ações positivas já em andamento há algum tempo.
•O assunto passou a fazer parte de um "hobby" curtido deste 1993 quando destacamos na Revista Leopoldianun, Vol. XIX, uma síntese sobre as treze crônicas da saudosa jornalista Lydia Federici, publicadas no jornal A TRIBUNA, entre outubro de 1991 e julho de 1993, na sua coluna “Gente e coisas da Cidade’. Lydia, entusiasta do processo indicativo, infelizmente não pode nos acompanhar na data da inauguração das obras de restauração (21 de abril de 1997), mas nos deixou, na sua última crônica (30 de julho de 1993), uma mensagem que replicamos aqui na esperança que ela tinha de ver aquilo que a vida não lhe deu a oportunidade de ver: “Pois é isso. Então, ao menos em imaginação, ajude, amigo, com maior ou menos força que você tem, a segurar as paredes da antiga Fortaleza da Barra, Tá?”
•Elcio Rogerio Secomandi, Cel Art Vtno / Membro da Academia Santista de Letras
Uma “viagem virtual” ao longo do vasto perímetro do Brasil.
Agradecimentos ao IPHAN por nos colocar entre os colaboradores do projeto com 646 páginas, enviado à UNESCO, com indicação de um conjunto de fortificações coloniais para o Patrimônio Mundial (pág 7):
Acknowledgements / Arqueolog
Elcio Secomandi /José Claudio dos Santos / Marcos Antônio G. M. Albuquerque / Maria de Betânia Correa de Araújo / Veleda Lucena / Victor Hugo Mori
Categorização: Monumentos em série; Arquitetura militar; XVI ao século XIX; cobertura nacional.
O conjunto de fortalezas instaladas pelos europeus no Brasil originou-se em um processo de ocupação territorial, diferente dos encontrados em outras potências coloniais. Baseou-se em um esforço descentralizado, decorrente das ações dos habitantes das diferentes capitanias que formaram o Brasil, sem maior intervenção da pátria-mãe. Isso resultou na construção de centenas de fortalezas, espalhadas por todo o país, construídas para atender mais aos interesses locais do que a pátria. As fortalezas não só marcaram a presença de vilas e cidades de origem lusitanas, mas também o contato entre diferentes culturas.
Muitos dos edifícios e assentamentos defensivos foram criados onde já havia assentamentos indígenas, enquanto os fortes franceses, ingleses, holandeses e espanhóis foram destruídos por forças que não foram enviadas dos países-mãe, mas por residentes no Brasil. Estes foram mobilizados sem mais directivas da Europa, marcando a formação de um território com a sua própria língua e identidade, diferente de todos os outros territórios existentes no Novo Mundo e um território que teria uma extensão geográfica maior do que o continente europeu. Devido à natureza dos esforços descentralizados que saem de pequenas ações comunitárias sem maior apoio do governo português, o resultado foi uma variedade de obras, com diferentes traços, estilos e técnicas de construção que serviram para demarcar a engenhosidade e criatividade das pessoas em encontrar soluções únicas para abordar condições ecológicas e culturais que eram muito diferentes das existentes no Velho Mundo. Ainda hoje, existem dezenas dessas fortalezas luso-brasileiras apontando suas atividades para estabelecer uma cultura única. O objetivo desta aplicação é apresentar um conjunto de fortalezas que inclui uma seleção de 19 monumentos (dezenove) representando as formidáveis construções defesivas mais implantadas no Brasil, os pontos que serviram para definir as fronteiras marítimas e fluviais que resultaram no maior país da América Latina: o Brasil.
Uma síntese sobre as dezenove fortificaçoes coloniais indicadas para o Patrimônio Mundial, acompanhada de belos quadros, óleo asobre tela, da artista plástica Cristiane Carbone pode ser acessado pelos links abaixo: